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INDICADORES ECONÓMICOS DE ANGOLA APONTAM PARA ESTAGNAÇÃO OU MESMO RECESSÃO - BPI (Sapo (AO), 12/12/2016)

 

O gabinete de estudos económicos e financeiros do banco português BPI disse hoje à Lusa que os principais indicadores sobre a economia de Angola apontam para "um cenário de estagnação ou mesmo de recessão".

 

"Na ausência de dados do PIB angolano (os últimos dados definitivos correspondem ao ano de 2013), as várias estatísticas económicas mostram uma economia em estagnação ou mesmo quebra, tanto no sector petrolífero como nas outras indústrias", escrevem os analistas do BPI numa análise ao Orçamento do Estado de Angola para o próximo ano. Questionado pela Lusa sobre se é possível inferir que Angola estará já em recessão económica neste ano ou se é previsível que esteja em 2017, o economista responsável pelo acompanhamento do país disse que "para a economia não-petrolífera, os indicadores assim o apontam, embora não seja possível aferir completamente dada a ausência de dados relativos ao PIB".

 

José Miguel Cerdeira explicou que "havendo uma diminuição tão abrupta das importações, é difícil imaginar um cenário em que isso não corresponda a uma quebra semelhante do consumo privado e possivelmente do investimento, e por sua vez, do PIB". "O facto de a inflação ser mais acentuada do que o crescimento homólogo do crédito e também da circulação de moeda aponta para o mesmo sentido", disse o economista. Um cenário de estagnação este ano, como apontam as previsões do Fundo Monetário Internacional e da Economist Intelligence Unit, "é também o cenário mais natural dada a diminuição dos gastos estatais, quando as despesas do Estado assumem um papel tão importante na economia, como no caso de Angola - a despesa do Estado representava, nos últimos dados, 26% do PIB angolano, enquanto o investimento, que é maioritariamente público, totalizava 27% do PIB".

 

Assim, concluiu o analista, "não só por via de menores subsídios e menor compra de bens e serviços por parte do Estado, como por um significativo decréscimo do investimento público, são tudo factores que indicam que o país estará num cenário de estagnação ou mesmo de recessão". Angola vive desde finais de 2014 uma profunda crise económica e financeira devido à quebra para metade nas receitas com a exportação de petróleo, que por sua vez fez diminuir a entrada de divisas no país, travando as importações. O Governo prevê um crescimento da economia em 2017 equivalente a 2,1% do PIB, face aos 1,1% admitidos para este ano, na revisão do Orçamento aprovado em Setembro. Além disso, está previsto um novo défice orçamental, de 5,8% do PIB, nas contas públicas do próximo ano.



 

PAÍSES FORA DA OPEP GARANTEM REDUÇÃO DE 1,8 MILHÕES DE BARRIS POR DIA EM 2017 (Sapo (AO), 11/12/2016)

 

Doze países que não são membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) comprometeram-se hoje em Viena a retirar do mercado cerca de 600 mil barris de petróleo por dia a partir de Janeiro.

 

A decisão, anunciada pelo ministro do Petróleo do Irão, Bijan Zangeneh, foi tomada durante uma reunião destes 12 países com os 13 membros da OPEP, que representam, no total, cerca de 60% da produção mundial. O volume anunciado hoje soma-se ao corte de 1,2 milhões de barris diários com que os países já se tinham comprometido no final do mês passado, em Viena, totalizando uma redução mensal de 1,8 milhões de barris por dia, o equivalente a mais ou menos 2% da produção mundial, segundo a agência de notícias espanhola Efe. O objetivo principal da medida é potenciar o aumento dos preços do petróleo, que desde 2014 têm vindo a cair de forma sustentada, para agora valerem menos de metade dos 110 dólares a que chegaram no verão de 2014.

 

A expetativa deste acordo já tinha sido antecipada pelos mercados no final da semana, com o barril de Brent a valorizar-se 0,81%, fechando a semana nos 54,33 dólares, e o West Texas Intermediate subiu 1,3% até aos 51,50 dólares. A queda dos preços do petróleo, em particular, e das matérias-primas, no geral motivou uma crise económica e financeira em vários países que dependem destas 'commodities' para equilibrar os orçamentos. Entre eles estão os países lusófonos Angola, Guiné Equatorial e Moçambique.

 


 

GOVERNADOR DO BNA ANUNCIA MELHORIAS NO SISTEMA FINANCEIRO EM ANGOLA (África 21, 09/12/2016)

               

O Banco Nacional de Angola (BNA) vai pedir no próximo mês de janeiro ao Banco Central Europeu (BCE) para avaliar a equivalência da supervisão bancária do banco central angolano. A informação foi avançada em Londres, durante uma conferência realizada no Instituto Real de Relações Internacionais (Chatam House), pelo governador do BNA, Valter Filipe.

 

Ele mostrou-se confiante que o banco central angolano vai alcançar esse objetivo, que é crucial para que os bancos angolanos possam ter novamente acesso normal ao mercado internacional de divisas. Há cerca de um ano que os mesmos deixaram de poder faze-lo com facilidade, pois vários bancos mundiais de primeira linha deixaram de ser correspondentes dos bancos angolanos, devido às fragilidades da supervisão nacional. “Os bancos comerciais angolanos vão passer a seguir as normas de Basileia II e Basileia III, não só em termos de contabilidade e supervisão, mas tambémd e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, bem como de compliance [proteção do risco]”, revelou Valter Filipe.

 

O governador do BNA informou que Angola está a implementar um plano estratégico para que o sistema financeiro nacional passe a seguir as normas e práticas internacionais, nomeadamente as normas estabelecidas pelos reguladores americanos e europeus. Filipe acrescentou ainda que os bancos estatais do país estão ou vão entrar numa fase de profunda reestruturação. É o caso particular do BPC e, futuramente, do BCI. Ele disse que o BNA já começou a providenciar todos os meses 600 milhões de dólares para que os bancos comerciais comecem a regularizar os seus atrasados, tendo essa dívida, que em março era estimada em 5 mil milhões de dólares, caído para cerca de metade. No primeiro trimestre do próximo ano, o BNA tenciona disponibilizar mil milhões de dólares para esse efeito. Depois de revelar que as reservas angolanas atingem neste momento 20 mil milhões de dólares, Valter Filipe afirmou: - “Temos muitas reservas e temos elasticidade para fazer uma política cambial mais positiva”.

 


 

 

ANÁLISE DIÁRIA: DÍVIDA DE ANGOLA BENEFICIA DA SUBIDA DO PREÇO DO PETRÓLEO (O País (AO), 08/12/2016)

 

A yield dos Eurobonds emitidos por Angola reduziu em 5,8p.b. (pontos base) desde que a OPEP chegou a acordo. A yield corresponde ao rendimento médio exigido pelos investidores, o que significa que existe a percepção de que a cotação do petróleo bruto subirá

 

O rendimento médio exigido pelos investidores, yield, por títulos da dívida pública emitidos por Angola no exterior e em moeda estrangeira, Eurobonds, fixou-se em 10,647% nas primeiras horas da manhã de hoje, uma redução de 5,8p.b em relação à yield exigida aos 30 de Novembro, dia em que foi finalizado o acordo da OPEP. A redução da taxa poderá reflectir o optimismo dos investidores em relação à cotação internacional do crude e o seu consequente impacto na economia angolana, tendo em consideração que o mesmo representa cerca de 91,6% das exportações do país, segundo o relatório sobre o Comércio Externo referente ao primeiro trimestre de 2016 divulgado pelo INE.

 

O sector mineiro de Angola beneficiará da exploração de fosfatos e outros minerais como o ouro, num projecto a ser implementado em Cabinda a partir de 2019. O projecto, que será desenvolvido após a assinatura do acordo de parceria entre Angola e o Sudão do Sul a 22 de Novembro do ano corrente, no domínio da exploração mineira, contribuirá para que se alcance a perspectiva de 0,5% de crescimento para o sector previsto no OGE 2017.

 

Espaço Internacional

 

Na Rússia, a taxa de inflação homóloga fixou-se abaixo das expectativas em Novembro. Com efeito, a taxa de inflação homóloga, medida pela variação anual do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), estabeleceu-se em 5,8% em Novembro, inferior ao registo de 6,1% do mês anterior e aos 5,9% referentes à expectativa dos analistas, apesar da taxa de inflação mensal se ter mantido em 0,4% nos meses supracitados. O crescimento do IPC registado em Novembro, reflecte a decisão do Banco Central russo de manter a taxa de juro de referência em 10% desde Setembro, medida que tem estimulado o consumo e o investimento.

 

Na África do Sul, o Produto Interno Bruto cresceu 0,2% durante o terceiro trimestre de 2016. Apesar do aumento, este valor reflecte uma desaceleração na economia do país, quando comparada com o crescimento revisto de 3,5%. A contracção da produção industrial, bem como do nível de investimento, devido à instabilidade política no país, contribuiu para a desaceleração económica.

 

Destaques da Agenda

 

Económica Na agenda económica para esta Quarta-feira o research do Atlantico destacou a divulgação, na Alemanha, da produção industrial de Outubro, esperando-se um aumento de 0,8% face ao mês anterior. Em Itália, foi realçada a divulgação da taxa de desemprego referente ao terceiro trimestre de 2016, esperando- se que se fixasse em 11,6%.

 


 

BODIVA REGISTA KZ 46,3 MIL MILHÕES EM 129 NEGOCIAÇÕES 

(O País (AO), 07/12/2016)

 

O BIC, Banco Internacional de Crédito, transacionou 45,19% das negociações registadas pela Bolsa de Dívida e Valores de Angola durante o mês de Novembro A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) registou, durante o mês de Novembro, 129 negócios, correspondentes a 231.962 títulos de Obrigações do Tesouro (OT), num montante de Kz 46,3 mil milhões, o que representa, comparativamente ao mês de Outubro, um aumento de 116 por cento no volume de negócios.

 

No relatório mensal sobre as negociações, a BODIVA informou que as transacções foram realizadas pelo Banco Internacional de Crédito (BIC) com 45,19% das negociações, Banco de Fomento Angola (BFA) com 34,84%, Standard Bank Angola (SBA) com 16,58%, Banco Millennium Atlântico com 1,85%, o Banco Regional do Keve com 1,03%, o Banco Angolano de Investimentos (BAI) com 0,50% e o Banco de Negócios Internacional (BNI) com uma quota de 0,01% do montante total dos negócios realizados.

 

A realização dos negócios sobre títulos do tesouro em mercado regulamentado, ao dar a conhecer a todo o mercado os termos dos negócios (preço e quantidade) efectuados, irá concorrer para o aumento da transparência e da confiança dos investidores, bem como para a formação de uma curva de preços para os activos nele negociados, que deverão servir de referência para futuras transacções. Neste sentido, todo e qualquer investidor que pretenda transaccionar títulos de dívida do Estado Angolano, deverá contactar os intermediários financeiros licenciados pela Comissão de Mercado de Capitais (CMC) e registados na BODIVA.

 

Desde a primeira quinzena do mês de Novembro, o ambiente de negócios em Angola passou a proporcionar a adequada segurança jurídica e a legítima confiança de quem investe e de quem se financia, com a inauguração do mercado da Bolsa de Valores de Angola e o lançamento da Central de Valores Mobiliários de Angola (CEVAMA).

 


 

 

FUNDO SOBERANO INVESTE PARA LUCRAR 

(Jornal de Angola, 07/12/2016)

 

O Fundo Soberano de Angola (Fsdea) prevê obter lucros dos seus investimentos aplicados no mercado nacional, na África Austral, na América do Norte e na Europa, a partir do próximo ano, refere num comunicado a instituição.

 

 

O documento, que divulga as contas de 2015, auditadas pela Deloitte & Touche e que reflectem a posição fiscal e de investimento do fundo durante o ano passado, revela que as demonstrações financeiras do Fsdea apresentaram 4,75 mil milhões de dólares de activos a 31 de Dezembro de 2015. Nessa altura, os activos de renda fixa correspondiam a 1,20 mil milhões de dólares, representando 25 por cento da carteira, enquanto os de renda variável estavam avaliados em 620 milhões de dólares (14 por cento da carteira). Dos 2,7 mil milhões destinados a activos de “private equity” em Angola e na região da África Subsaariana, 407 milhões de dólares já haviam sido investidos. O fundo dedica 62 por cento da carteira de investimentos em Angola e na África Subsaariana, 21 na América do Norte, 11 na Europa e seis no resto do mundo.

 

Em Angola e no Quénia, o Fundo Soberano investiu já cerca de 200 milhões (19 por cento do total de 1,1 milhões de dólares) em infra-estruturas. No sector hoteleiro, mais de 100 milhões (23 por cento de um total de 500 milhões do capital total) foram investidos em Angola e na Zâmbia. O Fundo Mineiro realizou investimentos avaliados em cinco milhões de dólares (dois por cento dos 250 milhões de dólares) na Mauritânia. A instituição aplicou 22,5 milhões (10 por cento do total de 225 milhões de dólares) numa concessão de larga escala de eucaliptos em Angola. A par disso, no primeiro semestre de 2016, o Fsdea adquiriu a concessão de sete fazendas de larga escala em Angola, que se encontram em fase de avaliação. O investimento compreende 72.000 hectares de terreno agrícola dedicado à produção de cereais, arroz e oleaginosas.

 

Mais de 20 milhões de dólares do fundo de capital estruturado, avaliado em 200 milhões, foram investidos num activo (não especificado) localizado na África do Sul. A nota esclarece que, até ao momento, não foram realizadas dotações adicionais de capital no Fsdea pelo Executivo, numa altura em que, “pela primeira vez, o Fsdea aplica as normas internacionais de relato financeiro (IFRS) na elaboração e apresentação das suas demonstrações financeiras, na sequência da recente autorização do Ministério das Finanças para o efeito.” Neste momento, ressalta a fonte, o FSDEA atravessa um período de transição de dois anos, com início em 2015, para converter os seus registos contabilísticos do Plano Contabilístico das Instituições Financeiras (Contif) para as IFRS. Os resultados auditados de 2015 já conformam as IFRS.

 

Para o PCA do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, a recente conversão do Contif para as IRFS apresenta as operações e os investimentos do Fsdea com mais detalhe do que antes e reflecte os progressos alcançados em termos de governação interna, durante os três primeiros anos de actividade da instituição. “O Fundo Soberano de Angola é a primeira instituição financeira do país a apresentar demonstrações financeiras, auditadas por uma firma independente, que se conformam com as normas internacionais de relato financeiro”, sublinha.

 

Maior atracção

 

José Filomeno dos Santos garante que a instituição continua a fazer investimentos importantes em Angola e noutros países da África Subsaariana, através de fundos de “private equity”, numa altura em que muitos investidores observam o continente com muito interesse, devido aos elevados índices demográficos e de urbanização. “Em África, estes factores servirão de base para o aumento da demanda em várias indústrias no futuro”, disse.

 

Os investimentos do Fundo Soberano em infra-estrutura, hotelaria, silvicultura, agricultura, saúde, mineração e capital estruturado visam apoiar o crescimento da actividade comercial destes ramos na região”, esclarece.Em relação à perspectiva do mercado e à estratégia do Fundo Soberano de Angola para o próximo ano, o gestor do fundo aponta a volatilidade dos mercados financeiros como o único factor que vai permanecer constante no próximo ano. Por esta razão, o Fundo Soberano de Angola prevê manter a sua carteira de investimento diversificada de modo a incluir cada vez mais activos que não estejam expostos a essa volatilidade.

 

“Na nossa ênfase, permanecerão os projectos de larga escala nacionais fundamentais, a redução de despesas e a capacitação técnica dos nossos quadros”, refere José Paulino dos Santos que promete um engajamento do fundo em programas prolongados de formação profissional, para que o Fundo Soberano de Angola detenha o conhecimento técnico e tecnológico necessário para a execução de várias actividades hoje terceirizadas. “No futuro, o Fundo Soberano de Angola efectuará a gestão das suas operações e investimentos de forma ainda mais autónoma, barata e eficiente do que hoje”, assegurou.

 

O Fundo Soberano de Angola dedica até 7,5 por cento do seu capital a projectos de desenvolvimento social, sendo 156 milhões destinados a 16 projectos que abrangem 10 das 18 províncias do país. “Este apoio é essencial para o trabalho de organizações como a World Vision, People in Need, Medici Con L\'Africa, Globethics, African Innovation Foundation e muitas outras nas zonas rurais e periurbanas do país”, conclui o comunicado.

 

 


 

 

PREÇO DO PETRÓLEO PODE ATINGIR USD 70 EM 9 MESES 

(O País (AO), 05/12/2016)

 

A OPEP decidiu cortar a produção e quer estabilizar o preço do barril nos USD 60 secando o excesso de stocks existentes. A Agência Internacional de Energia estima o reequilíbrio do mercado no início de 2017 e admite-se que o preço possa subir a USD 70 em 9 meses.


O preço do petróleo empreendeu uma recuperação fulminante após os 14 membros da OPEP, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, terem alcançado na passada Quarta-feira um acordo histórico, que corta a produção total da organização em 1,2 milhões de barris diários, a que se acrescentarão 600 mil barris retirados do mercado por produtores que não pertencem à organização, com a Rússia à cabeça (compromete-se a reduzir a produção em 300 mil barris).


O excesso de oferta que vinha desequilibrando o preço do barril, puxando-o para baixo, é estimado em 2 milhões de barris por dia. Ora, a implementação do acordo conseguido pela OPEP, com um corte na oferta de 1,8 milhões de barris diariamente, conduz ao equilíbrio de oferta e demanda no mercado, o que acontecerá no início do próximo ano, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), que exprime a posição dos países consumidores. Os investidores interiorizam as consequências do acordo e sabem que, pelo menos, 300 mil barris por dia produzidos fora da OPEP sairão do mercado, dado que as próprias grandes produtoras russas, como a Rosnef e Lukoil, já anunciaram a sua adesão ao acordo, devendo acelerar o declínio dos seus poços mais antigos.


A recuperação do preço é, de facto, fulminante. Desde a véspera da reunião da OPEP o preço do barril de Brent, referência das ramas angolanas, avançou 11,32% na praça de Londres, passando de USD 46,4 para USD 54,46 no fecho de Sexta-feira, portanto a caminho de um ganho imediato superior a USD 5, como prognosticaram alguns analistas, entre os quais os do banco JP Morgan. O objectivo da OPEP é secar os stocks em excesso da matéria-prima existentes. Quanto mais elevados forem os stocks mais o preço do petróleo tenderá a descer. A OPEP quer colocá-los a um nível que estabilize o preço do barril de petróleo nos USD 60.


O secretário-geral da organização, Mohammas Barkindo, acentuou, em entrevista à televisão da Bloomberg, que os cortes irão acelerar a diminuição de stocks. O sentimento generalizado é de que o preço do petróleo vai subir. O ministro do Petróleo da Venezuela, um dos membros da OPEP mais entusiastas da política de cortes da produção, Eulogio del Pino, considera que dentro de nove meses o nível de stocks voltará ao normal, podendo o preço do barril subir para USD 70. Os analistas continuam, entretanto, a chamar a atenção para os detalhes da concretização do acordo e para a possibilidade de o foco se virar para uma eventual resposta da oferta por não membros da organização e, principalmente, pela produção norte-americana de petróleo não convencional, assente na fracturação do xisto.


A principal causadora, aliás, da crise do preço do petróleo. Com o apoio russo assegurado, a OPEP terá agora de convencer os outros grandes produtores que não pertencem à organização em reduzir as respectivas produções em 300 mil barris por dia. No próprio dia do acordo, 30 de Novembro, antecipava-se que a reunião ocorresse dia 9 de Dezembro, em Doha, no Qatar. Depois disso a reunião chegou a estar prevista para Moscovo, mas foi finalmente marcada para Viena no próximo Sábado, não se sabendo quais os produtores não OPEP que irão estar presentes, mas é mais que previsível que as autoridades russas, empenhadas no acordo, procurem captar a adesão de países próximos como o Azerbeijão.​

 

 



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